Imensas agulhas espetavam todo o meu
corpo, eu caia em um poço de sangue frio, uma gárgula me perseguia e uma dor
agonizante vinha de meu pescoço, então estou sendo queimada viva e depois
mergulhada em uma piscina de gelo.
Pelo menos esta era a sensação
que eu estava sentindo. Era como estar em um pesadelo meio acordada, como se
pudesse sentir cada tortura.
Uma porta trancada, uma bola de
gude e um sorriso sangrento.
Então o mundo começa a clarear.
Minha cabeça ainda gira, quanto
tempo dormi? Por que Jessy deixou isto acontecer? Quem era ele? Onde estou?
Então sinto uma mão acariciando
meu rosto, não como o assombroso homem de antes, mas alguém mais sensível, com
mãos trêmulas, posso sentir que está próximo, de certa forma isso me acalma, me
faz sentir protegida.
Vou abrindo os olhos lentamente,
um homem (Ou devo dizer, rapaz?) está me observando, cabelos negros curtos,
olhos amendoados, a barba suave, teria minha idade, mais velho talvez, 24 ou 25
anos, muito difícil distinguir, realmente bonito, com um olhar duro, mas
pareceu relaxado.
Vou tentando me levantar, mas
estou dolorida demais, quando ele percebe que estou acordando se afasta
rapidamente, fica corado e fala com uma voz meio constrangida.
-Você me disse que ela ia demorar
a acordar, Jessy!
Jessy? Onde está aquela
desgraçada?
-Fica assim não, Joe!- Ouço a voz
de Jessy dizer, mas ainda não posso vê-la- Aposto que ela te adorou.
Em seguida ela começa a rir com
deboche, o tal Joe se levanta e sai apressado, de uma forma estranha não quero
que ele se afaste, a forma como ele estava me observando, com tanto carinho.
Posso perceber que estou deitada
em um sofá de três lugares de couro preto, que fica totalmente deslocado no
aposento, um quarto de quatro paredes pintadas de cores claras e neutras, na
parede em que meu sofá está encostado também há uma porta de madeira, a parede
oposta é completamente de vidro com uma cortina leve e branca, no quarto também
há uma cama de casal que o lado direito fica virado para o sofá, do lado
esquerdo da cama há outra porta.
Jessy percebe que estou acordada
e entra em minha frente.
-Heeey!- Ela aprece animada-
Finalmente você acordou! Eu pensei que o Lecter tinha pegado pesado com você.
Quer alguma coisa? Você tá bem? Você tá com cara de quem vai vomitar, isso é
normal, então relaxa.
Ela falava tantas coisas ao mesmo
tempo, que me sentia mais tonta a cada palavra, mas por fim peço um copo
d’água, ela pega uma bandeja com um jarro com água e um copo, em quanto eu bebo
copos e mais copos, para tentar saciar uma sede terrível que estou sentindo,
ela senta na cama de frente para mim e por fim fala, mas não tão animada quanto
antes:
- Lamento! Muito mesmo!
Eu simplesmente a encaro
friamente, mil perguntas se formam em meus lábios, mas não consigo dizer nada,
apenas continuo tomando água e olhando para o chão.
-Fui instruída para te dar um
banho,- Diz ela me vendo esvaziar o jarro- e a te responder certas coisas, mas
em troca você deve falar mais sobre você. Se abra comigo, Demi!
Esta é a última coisa que quero,
mas preciso saber o que está acontecendo, então simplesmente começo o jogo de
perguntas.
-O que está havendo?
-Seja mais específica!- Jessy faz
uma careta e depois ri.
Por onde começar?
-Quem era aquele homem?
-Sério que essa é sua primeira
pergunta?- Diz ela com certo tédio- Enfim, ele é o Dr. Hannibal Lecter,
psiquiatra renomado, que teoricamente está em sua casa tratando de jovens
problemáticos.
-Mas não é bem assim, né?
Ela assente com certa tristeza,
aquela sensação do sangue quente escorrendo por meu corpo gelado, as palavras
que ele pronunciou com a boca coberta de meu sangue.
-Comece
a acreditar nas lendas.
-Venha!- Jessy se levanta e
estende a mão para mim, relutante eu a pego.
Minhas pernas ficam doloridas em
quanto ela me direciona para a porta ao lado da cama, é um banheiro simples e
razoavelmente grande, com uma banheira no fundo, uma pia e um vaso sanitário
branco, nenhuma janela é visível.
Jessy me deixa esperando na porta
em quanto liga a banheira e joga algumas essências que encontra em um pequeno
armário.
-Não precisa ficar envergonhada,
venha!- Diz Jessy olhando com compaixão para mim e apontando para minhas
roupas.
É estranho perceber que ainda
estou com a minha camiseta xadrez e minha calça velha, mas agora estão manchadas
de sangue, o meu sangue.
Retiro lentamente minha roupa,
não gosto do meu corpo, pelos anos que vivi na rua estou pele e osso, pálida,
sem falar de meu cabelo seco e quebradiço, mas aposto que não poderia estar
melhor contando com minha situação.
Entro na banheira já cheia, a
água perfumada em quente me faz estremecer, o sangue seco em meu corpo se dilui
na água e então some, provavelmente é uma daquelas banheiras modernas que drenam
a sujeira.
Jessy pega uma esponja e começa a
esfregar minhas costas, é estranha a forma como ela cuida de mim, levando em
consideração o que ela fez comigo, mas por quê?
-Por que está fazendo isso
comigo?
-Porque agora você é uma de nós,
- Ela suspira e passa a esponja em meu pescoço- então após você se transformar,
é como se fosse minha irmãzinha.
Eu nunca tive irmãos, mas aposto
que eu faria isso também, ela começa a molhar meu cabelo com um recipiente e
então passar diversos cremes, em quanto continua falando:
-Um humano só se torna um vampiro
se um de nós beber cada gota de seu sangue, se não for assim, então a pessoa
apenas fica doente pela falta de sangue dependendo da quantidade que foi
sugada.- Ela faz uma longa parada até voltar a falar, desta vez com uma certa
dúvida- Geralmente o Lecter bebe de uma vez o sangue, apenas mordendo uma vez,
mas com você...você tem diversas marcas em seu pescoço, como se ele tivesse
indeciso...
Sua voz falha e ela não fala nada
até terminar o banho e me entregar um roupão macio e branco, ela me dirige até
o sofá, senta ao meu lado e começa a secar meus cabelos com uma toalha.
-Quem era ele?Aquele que estava
aqui agora pouco.
-O nome dele é Joe- Diz Jessy se
segurando para não rir- Ele é mega chato, mas parece que gostou de você!
Sinto minhas bochechas ficarem
quentes, ninguém jamais reparou em mim, e Joe era realmente bonito.
AARGH!! Por que tinha que ser
nestas condições???????
O sol começa a se por pelo que
posso ver pela janela, desisto de perguntar alguma coisa á Jessy, pois ela
sempre falava mais do que o necessário.
Então Jessy se levanta e abre a
outra porta, e me surpreendo quando meia dúzia de garotas entram no quarto,
elas parecem ser um pouco mais velhas do que eu, todas tem cabelos castanhos,
exceto uma que tem cabelos vermelhos, elas mal olham para mim, trazem nas mãos
bolsas pequenas, cabides e algumas coisas que parecem instrumentos de tortura.
A última a entrar traz junto uma
cadeira e a coloca de frente para o pé da cama, elas abrem as bolsas retirando
de seu interior diversas escovas, cremes, diversos cosméticos e maquiagem, por
fim olham para mim.
Só então entendo que devo sentar
na cadeira, assim eu faço, elas mal esperam eu me ajeitar e já começam a
trabalhar em mm.
Não há espelho algum e Jessy saiu
do quarto, então apenas posso sentir elas passando diversos produtos em meu
corpo, sem nenhum sendo de privacidade, mas aposto que não consigo lutar contra
todas elas.
Em algumas horas, sou massageada,
meus cabelos hidratados e escovados, minhas unhas pintadas de preto e maquiada
diversas vezes.
Por fim, todas se afastam me
contemplando, em algum momento elas retiraram meu roupão e me entregaram uma
roupa íntima, estranhamente não estou com frio, apesar de todos os dias em
Intence Hill serem gelados.
Então uma delas me entrega um
vestido, não olho para ele, simplesmente o coloco, elas o ajustam ao meus corpo
e então trazem um espelho.
Aquela não era eu.
A pessoa que vejo no espelho é
linda, usando um vestido longo e negro, a parte inferior do vestido era
composta por camadas de um tecido preto, a parte de cima também preta era
semelhante a aqueles corpetes antigos, que havia uma fita preta que o deixava
firme, as mangas iam até os pulsos com um tecido meio transparente e suave, meu
rosto está com uma maquiagem escura mas que destaca meus olhos e por fim, meus
cabelos estão soltos, mas com alguns fios dourado juntos.
Mal consigo me admirar quando
Jessy entra novamente, desta vez com um vestido bege, bem simples, mas que
fazia seus olhos azuis brilharem.
-Você está linda, Demi- Diz ela
me contornado, mas então começa a me empurrar para fora - Mas está atrasada!
As garotas continuam no quanto em
quanto ela me orienta por corredores escuros e sombrios, até que descemos uma
escada e dou de cara com um enorme salão de baile.
-Bem vinda ao seu primeiro
desafio. - Diz Jessy admirando meu espanto.
E o salão está completamente
vazio.
Continua...
Oi, oi gente! Desculpa não ter postado antes. Meu note (onde as fics estão salvas) não queria carregar as paginas da internet. Só agora que foi melhorar. Voces viram o que aconteceu com o pai biológico da Demi e da Dallas, né? Claro que viram. Sabe, eu não consegui ficar triste pelo Patrick. E fico triste pensando que a Demi e a Dallas estão mal, mas não consigo ficar triste por causa da morte dele em si. Mesmo eu colocando ele emalumas das minha fics (por causa do sobrenome Lovato), não consigo sentir nada. Acho que é por causa das coisas que eu sempre lia sobre ele que eram ruins. Não consiguia acreditar que ele queria o amor da Demi de volta. Era incrível que ele só voltasse a procurar ela quando ela se tornou rica e famosa. E, ainda por cima, eu nunca ouvi ele dizer algo sobre a Dallas. Até parecia que ela nao existia pra ele.(Eu não sei se ele falava dela ou não, mas eu nunca ouvi. Era sempre sobre a Demi). Como voces se sentem sobre isso? Quero saber as opiniões de voces. Beijos gente > <