sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mini Web - Parte 5 - Último


          Nessas três semanas que se passaram eu fiquei me martirizando. Eu poderia ter feito algo para impedi-los de ir, impedir os três. Mas agora é tarde demais, eles se foram.
          Agora eu entendo porque as pessoas dizem que só damos valor ao que temos depois que perdemos. Eu, às vezes, desejava que Joseph explodisse, agora... Agora apenas o que aqui do meu lado, abraçando ou brigando comigo, tanto faz, só o quero aqui. Quero ele e meus filhos.
          Não tenho falado com ninguém. Nem com meus pais. Não saio de casa, mal como. Fico somente sentada no sofá olhando para o nada, como se fosse mudar alguma coisa.
          O exército fez uma nova busca, desta vez mais reforçada, mas não os acharam. Ofereceram a mim uma indenização, que é oferecida a as famílias de um soldado que morre, mas eu não aceitei. Não queria nada vindo deles.
          Agora, que estava saindo da cozinha com um copo de água, ouço o telefone tocar. Corro e o atendo.
----------- Ligação -----------
Demi: Alo?
Xxx: Filha? É você?
Demi: Sim, mãe. Sou eu.
Dianna: Por que não tem me ligado nessas semanas? Aconteceu alguma coisa? Diga-me, estou preocupada.
Demi: Mãe... As crianças e Joseph, eles... _ comecei a chorar _ Eles...
Dianna: O que foi, filha? Eles o que?
Demi: Eles devem estar mortos. _ desabei mais ainda no choro _
Dianna: Demi, não brinque comigo.
Demi: Não estou brincando, mãe. Falaram-me falar que atacaram a base em que eles estavam. Eles ficaram desaparecidos e então fizeram uma busca, mas não os encontraram.
Dianna: Ai meu Deus! Não pode ser! _ senti que ela começou a chorar também _ Como pode isso acontecer?! Filha, como você está?
Demi: Estou acabada, mãe. Nada faz sentido sem eles aqui comigo. Eu quero meus filhos aqui comigo, mãe... Eu quero meu Joseph comigo!
Dianna: Venha aqui para casa, filha. É melhor para você.
Demi: Não, vou ficar aqui. Eu tenho que... Que...
Dianna: Filha? Filha, está aí?
Demi: Tenho que desligar, mãe. Tchau.
------------ Ligação -------------
          Eu estava tendo uma alucinação, só poderia ser. Não seria possível Joe e as crianças estarem entrando pela porta da casa nesse momento, a não ser que fossem fantasmas. Me aproximei lentamente e só dei conta de que estavam mesmo ali quando a crianças vieram correndo em minha direção. Me abaixei e as abracei fortemente.
Bryan/Connor: Mamãe!
Demi: Filhos, eu senti tanta saudade! _ falei deixando minhas lágrimas caírem com mais intensidade _
Connor: A gente também, mamãe!
Joe: Demi...
Demi: Joseph... _ me levantei e fui até ele _ Seu idiota! _ comecei a socar seu peito e chorar enquanto falava _ Como pode me dar um susto desses, hein? Não podia ligar, não?! Teria me poupado horas me martirizando. Noites e dias inteiros de sofrimento! ARGH! Idiota! _ batia cada vez mais forte _
Joseph: Demi, calma... _ não parei _ Se acalma, Demi.
Demi: Me acalmar?! Sabe o quanto eu sofri? Eu fiquei três semanas pensando que vocês estavam mortos!
Joe: Shii! O importante é que estamos aqui agora. _ me abraçou fazendo parar de socá-lo e o abraçá-lo de volta _ Desculpe não ter te avisado. Não se preocupe, pois vou contar tudo o que aconteceu.
          Levantou-me do chão e foi caminhando comigo até o sofá, me colocando sentada ao se lado. As crianças vieram e sentaram em nossos colos.
Joe: Em uma noite estávamos dormindo normalmente, até que eu e um amigo escutamos um barulho do lado de fora. Levantamos e fomos ver o que era. Aí que a coisa complicou. Saíram das árvores várias pessoas, homens na verdade, todos armados. Entramos. Acordei as crianças e fui acordar os outros também. Os soldados estavam em treinamento, ainda. A maioria ainda tinha medo de um combate corpo a corpo, então começaram a fugir ao invés de lutar. Vendo que não tínhamos nenhuma chance, peguei as crianças e sai correndo. Dias depois encontramos o general, que também havia fugido. Durante alguns dias tentamos nos localizar, pois corremos sem rumo na noite do ataque. Encontramos uma cidade onde descansamos, comemos e, então, viemos de ônibus, pois na cidade não havia aeroporto.
Demi: Não acredito que tiveram que passar por isso. _ abracei os meninos _
Bryan: O papai protegeu a gente, mamãe.
Demi: Eu sei, filho, mas mesmo assim fiquei preocupada. Com os três. _ olhei para Joe _
Joe: Desculpe, foi minha idéia levá-los.
Demi: Não se culpe.
Joe: Sei que não deveria, mas mesmo assim...
Demi: Joe, por favor... Passou. Não tem que se culpar por isso.
Joe: Okay, okay. Vou tentar.
Connor: Mamãe, to com sono. _ esfregou os olhinhos _
Demi: Own meu bebê. Vamos dormir. _ peguei-o no colo _
         O peguei no colo e fui levando para o andar de cima, Joe levava Bryan atrás. Joe e eu voltamos para o andar de baixo e decidi abrir uma garrafa de vinho. Abri-a e sentamos a mesa para beber. Fiquei com o copo na mão e olhando para o nada até que Joe me chama.
Demi: O que foi?
Joe: Eu preciso falar algo a você. Algo muito importante.
Demi: Pode falar.
Joe: Eu... Eu pensei bastante enquanto estava lá na base. Pensei em tudo. Tudo mesmo. Eu fui um idiota todos esses meses. Te fiz sofrer e fiz a mim mesmo sofrer. Todos essas brigas por motivos bobos. Bom, nem todas, mas a maioria sim. Eu lhe peço minhas sinceras desculpas, não queria que tivéssemos chegado tão longe com discussões.
Demi: Eu te desculpo, mas a culpa também é minha. Eu que dava motivos bobos para as brigas.
Joe: Nós dois somos os culpados.
Demi: Mas agora ta tudo bem. _ nos abraçamos _
          Quando nos separamos ficamos olhando um nos olhos do outro. Ele tirou uma mecha do meu cabelo e por atrás da minha orelha. Foi se aproximando até que nossos lábios se tocaram. Um simples beijo, mas um milhão de sensações. Ele aprofundou o beijo e me puxou para sentar em seu colo. Colocou as mãos em minhas coxas e as minhas coloquei em seu cabelo, puxando-o de leve.
          Ele se levantou e foi indo, comigo ainda em seu colo, para o nosso quarto. Chegando lá me deitou na cama e aprofundou mais ainda o beijo, para depois começar a beijar o lóbulo de minha orelha e meu pescoço. Passei minhas mãos em seu peitoral e logo tirei sua camisa. A minha também teve o mesmo destino.
          Logo que não havia mais nenhuma peça de roupa em nossos corpos,ele me penetrou, fazendo-me soltar um gemido alto. Ficamos fazendo amor até altas horas da noite. Não nos cansávamos de jeito nenhum. Mas assim que aconteceu adormeci.
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          Acordei sentindo beijos em meu pescoço e em meu ombro. Virei-me e abri os olhos, dando de cara com Joe.
Joe: Bom dia.
Demi: Bom dia.
Joe: Seus seios estão maiores. _ disse olhando para baixo _
          Fiquei confusa e olhei para baixo, aí então percebi que só estava coberta até a cintura, deixando meus seios a mostra. Puxei o lençol e me cobri, corando depois.
Joe: Está com vergonha de mim, seu marido? _ arqueou uma sobrancelha _
Demi: Faz tempo que não temos algo intimo. Eu me desacostumei.
Joe: Pode deixar que eu te acostumo novamente rapidinho. _ foi beijando meu pescoço _
Demi: Joe... _ falei em um gemido _ Nós voltamos?
Joe: Teoricamente não podemos “voltar” sendo que já estamos casados, mas se quiser usar essa sentença... Sim, nós voltamos.
Demi: Que bom...
          Depois disso recomeçamos tudo o que fizemos a noite por várias vezes, até dar a hora de acordarmos os meninos.
Quatro meses depois
 Demi: Amor, tenho algo para te contar. _ disse animada _
Joe: Pode falar, bebê. _ me puxou para sentar de lado em seu colo _
Demi: Acho que não poderá mais me chamar assim.
Joe: Por que não?
Demi: Pois bebê não será eu, e sim outra pessoinha. _ passei a mão em minha barriga _
Joe: Você ta...
Demi: Sim, eu to grávida. _ sorri _
Joe: _ sorriu também _ Isso é maravilhoso! De quanto tempo está?
Demi: Quatro meses!
Joe: Quatro meses e só me conta agora? Espera aí. Se você está grávida de quatro meses já da para saber o sexo do bebê! Vamos! Temos que marcar a consulta!
Demi: Amor, eu já sei o sexo.
Joe: Já?
Demi: Sim. Teremos nossa menininha.
          Depois disso ele sorriu e acariciou minha barriga enquanto me beijava.
Cinco meses depois
Bryan: Mamãe, ela é muito pequena!
          Dizia assim que viu sua nova irmã, Colleen, chegar em casa.
Demi: Logo ela cresce, filho.
Connor: Espero que sim. Quero brincar com ela logo!
Joe: E vai, filhão. É só esperar um pouco.
         Vendo essa cena, lembro-me da época em que eu pensava que era a mais feliz da minha vida, mas estava errada. Está sim é a época mais feliz de minha vida. Eu e Joe não brigamos mais, ele e os meninos voltaram para casa são e salvos e agora temos mais um membro em nossa família. Nossa princesinha, Colleen.
          Joe e as crianças são os anjos da minha vida. Eu os amo mais do que qualquer pessoa do mundo inteiro. Não sei o que faria sem eles, e não sei como consegui sobreviver tanto tempo sem Joe.
Joe: Eu te amo, minha vida. _ me abraçou por trás _
Demi: E eu te amo muito, meu amor. _ lhe dei um selinho _
          E então continuamos aquele maravilhoso momento com nossa família. Torço para que isso nunca mude, que fiquemos em perfeita harmonia para sempre. Sem brigas, nem gritos, e nem tristeza. Só alegria, risadas, diversão e amor. Muito amor.

Fim...
Hey guys!
Podem dizer, ficou horrível o final! Mas um pouquinho bom ficou, não é?
De qualquer jeito, desculpem a demora. Eu não estava nada bem, mas agora estou melhor.
Bom, espero que gostem.
Beijemis and Stay Strong ^-^

2 comentários:

  1. Ficou malucaa soh pode!
    A mini tah maravilhosissimaa! :)
    amei o fim!! Colleen! *_* Quii Lindinhaa!

    Eeh! Demorou mil anos pra pstaaar! XD
    Amei! :D
    BeiJoonas! :*

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